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De volta a Luanda, à Pensão Invicta, uma pequena residencial, muito modesta, mas limpinha e … muito barata (para os preços correntes em Angola), na actual Comandante Valodi, entre os Combatentes e o largo do Kinaxixi. O velho mercado, nestes poucos dias em que aqui estamos, acaba de ser desmantelado. A azáfama de reconstrução e a pressão imobiliária não se compadecem destes locais emblemáticos! Dará lugar a mais um desses incaracterísticos Centros comerciais, com aparcamento para milhares de viaturas, que são a coqueluche de momento em qualquer continente! São os ventos da mudança e os sinais da dita modernidade!
Malange ainda é uma incógnita, mas…já começamos a estar integrados nesta peculiar forma de pensar e actuar e portanto vamos desenvolvendo os nossos contactos e reuniões de uma forma fluida, com a certeza de que tudo a seu tempo se comporá (não evita, às vezes, um certo nó no estômago, mas que acaba por se desfazer…)
Assim é, de facto, os projectos da nossa ONGD à medida que vão sendo apresentados aos potenciais parceiros, vão tendo uma visível aceitação e torna-se gratificante perceber que a nossa mensagem de cooperação e educação para o desenvolvimento, não cai em saco roto! É assim, tanto no Ministério da Educação como na Embaixada de Portugal, na Arquidiocese de Luanda, na sede da Comissão Europeia ou nas nossas congéneres Angolanas, com quem reunimos e apresentamos as nossas ideias ou projectos! Os dias são intensos, cansativos, mas gratificantes! Começa a desenhar-se uma forma de participação conducente à melhoria de autonomia das populações, tal como a entendemos e desejávamos.
A data de regresso aproxima-se vertiginosamente! Queremos adiar a partida, pois tanto ainda há a tratar! Confrontamo-nos com mais uma impossibilidade…nem voo, nem alojamento! Portanto, há que rentabilizar ao máximo o tempo que nos resta! Assim o fazemos, já deixamos há muito de utilizar o carro que os amigos tão amavelmente põem à disposição, pois percebemos que é muito mais rápido andar a pé! No entanto, este não é, de forma alguma, um hábito dos luandenses que passam a maior parte do seu tempo dentro dos carros, num trânsito infernal! Claro que não é fácil ser peão em Luanda! Os passeios não existem ou estão em obras, os carros ocupam a sua maioria, portanto… só nos resta andar na rua pelo meio deles e tentar perceber a dinâmica circulante!...
Mas assim, garanto-vos, consegue-se chegar a horas! É uma solução possível, pelo menos no cacimbo! Na época do calor, já não me atrevo a recomendar!

Bela
Luanda, 14 de Agosto de 2008

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